segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Desilusão

Lágrimas salgadas,
Molhadas,
Percorrem o meu rosto
Não sei de onde nem porque vêm...
A desilusão não pode tomar assim conta de mim!
Apetece-me vos bater
Mas o meu punho parece não ceder.
Olho a minha imagem retorcida pelas lágrimas,
Rosas que se despedaçam na minha mão,
Caem no chão.
Símbolos da desilusão.
Mas permanece a incompreensão,
A confusão.
Contínuo a não Compreender,
Sinto que nunca o vou esquecer.
Começo a tremer.
Sinto calafrios nos braços.
O coração parou de bater.
Mas esta amizade por vós continua a querer,
Querer sobreviver,
Recusa-se a morrer.
Este poema não tem desfecho,
Não tem fim.
Sinto uma dureza dentro de mim,
Não me deixa mexer,
Os dedos não param de escrever.
Mas o meu coração começa a murchar
Pois esta dor começa a sufocar.
É verdadeira, como nenhuma outra.
É a dor da desilusão misturada com a da confusão.
A confusão é em mim permanente,
Mas desta vez é ainda mais ardente.
Os dentes cerram-se,
Os punhos fecham-se,
Mas não demora e a raiva desaparece,
Mas a desilusão,
Essa não se esquece,
Permanece!!!
Um beijo
*Kelhas*

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