sábado, 14 de julho de 2007

Ser invisible

É não estar, mas no fundo estar. É desejar sorte, mas só ter azar. É sentir, mas não s er sentido por outra pessoa. É ser bom, mas não ter vida boa. É confiar no tempo, mas o tempo ser traidor. É dar amor, mas só receber dor. É sonhar, mas a realidade ser um pesadelo. É não realizar um desejo, mas não querer esquecê-lo.É querer sorrir, mas não deixarem. É ter coração em pedaços, mas mesmo assim amarem. É o pensamento de ser livre, mas o sentimento ser preso. É prezar alguém, mas só receber desprezo. É deitar lágrimas, mas não conseguir ver. É não ser falso, mas obrigado a esconder. É sentir frio, mas o coração estar em brasas. É querer voar, mas não possuir asas. É não ter ninguém, mas ser prisioneiro. É querer comer, mas só sentir o cheiro. É ter esperança, mas o futuro ser igual ao presente. É ser normal, mas ter uma vida diferente. É ver, mas não ser visto. É ser forte, mas acordar triste, todas as manhãs. É querer ser feliz, mas existir sempre um contra…
Um beijo
*Xana*

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Impulso renegado

"A grande arte exige amor e ódio" (António Carlos Vilaça)Há inúmeros sentimentos humanos que podem ser listados. O amor sempre foi o preferido dos filósofos em sua maioria, das pessoas, dos poetas. A paixão ganhou maior atenção e adeptos durante o Romantismo. A tristeza sempre foi objecto dos artistas e, actualmente (e infelizmente), ela tem sido muito valorizada pelos chamados emos. Saudade, felicidade, alegria, afeição, pena, medo, esperança. O único sentimento realmente rejeitado é o ódio – e a raiva, por extensão.Por que o ódio? Ora, o ódio era o principal elemento no carácter de todos os vilões. Era ele que gerava a inveja, o desejo por vingança, a maldade fria e sedenta. Em minha visão, os vilões eram sempre muito mais humanos do que os mocinhos. Os mocinhos eram sonsos. Os bandidos se endoideciam seguindo seu lado passional; eles buscavam a vida, só que, muitas vezes, a vida estava depois da linha que a delimita com a morte.O ódio é palpável e muito melhor reconhecido do que o amor e todas as suas vagas definições. Quem nega o ódio, nega uma parte essencial da vida. Quem nunca sentiu vontade de gritar enlouquecidamente, alto o suficiente para o outro lado do mundo escutar, até rasgar as cordas vocais e sentir a garganta sangrar? Quem nunca quis esmurrar uma parede – e quem nunca chegou a fazer isso – até quebrar todos os ossos da mão e fazer doer tanto que o ódio até alivia? Sentir o coração disparar, a falta de palavras no momento crucial, a tremedeira no corpo, o mundo girando rápido, não são sintomas só de amor, mas de quem odeia também.A verdade é que o ódio enlouquece tanto quanto qualquer paixão. Ele move o mundo, tanto quanto o amor move, para direcções certas e erradas, assim como qualquer acção guiada por um sentimento. Amor e ódio são iguais, mesmo em extremos opostos. Fazem parte da condição humana e só causam mal se ignorados ou reprimidos. Matar o ódio é tão cruel quanto matar um primeiro beijo.
Um beijo
*Xana*

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Quando vieste


Quando vieste eu não estava à tua espera.
Tinha a mente já ocupada com outras coisas,dores que jamais conhecerias.
E, talvez por isso,não soube como lidar, como evitar.
Mas tu vinhas sempre.
Falavas-me da tua vida,dos sítios por onde andaste, dos sonhos que ainda tinhas e sorrias-me, como se eu não fosse uma desconhecida.
Um dia, entre um silêncio e um olhar, pedi-te que não viesses mais e inventei uma desculpa, daquelas que se inventam sem um motivo qualquer ou, talvez, para evitar uma ferida.
Agora, quando me lembro de ti, imagino-te longe, no meio de uma primavera feliz a construir uma casa nos braços de alguém que ousou dizer as palavras que eu nunca te disse.
Um beijo
*Kelhas*

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Adeus

E se...
E se um dia eu dissesse adeus?
Abdicasse de ideais
E me entregasse àquilo que desprezo
Esquecesse a hipocrisia à minha volta
Neste mundo pútrido que me rodeia
Riscasse a palavra amor do meu dicionário
Deixasse para trás a inocência que me resta
Destruindo o mais ténue sorriso
E levantasse alto uma bandeira negra
Anunciando a beleza da morte
Seria algo belo
Todos os seres malditos deste mundo
Erguerem-se das trevas em que se escondem
Unidos num só e único exército
Feito de ódio e agonia
Rios de sangue inocente
Brotassem da terra infértil
Arrastando-se por entre as montanhas de cadáveres
Num fantástico hino de destruição
Dando lugar à pureza de um mundo aniquilado
E tu,
Nunca te apeteceu dizer Adeus?

Um beijo
*Kelhas*

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Amor

Desculpa, mas eu amo-te.
Desculpa voltar a repetir...
Amo-te mesmo não te vendo,
Amo-te como esta saudade que me aperta o coração.
Quero odiar-te mas amo-te.
Deves ter-me mentido,
Deves ter-me feito de estúpida,
De idiota.
Quando me recordo disso,a raiva vem e fica!!!
Odeio-te e detesto-te; mas depois,
Ao lembrar-me do teu sorriso,
Volto a amar-te.
Odeio-te.
Odeio-te por tanto te amar!!!
Um beijo
*Kelhas*

terça-feira, 3 de julho de 2007

Estou cansada!

Estou cansada de te querer. Cansada da tua indiferença e dos teus olhares penetrantes que me desnudam a alma. Estou cansada do teu olhar de animal ferido quando afinal quem fere és tu…Sim! É verdade! Estou cansada…Cansada de insistir na luta do que já é lívido. Estou cansada de mim e do meu espírito de luta, da minha entrega, do meu cogitar. Cansada de olhar para ti, de esperar que me chames, de te chamar e tu não acorreres… - Sinto a alma fatigada e a vida despojada! Mas sabes do que me canso mais? De não te entender...de não me deixares ir de vez, de deixares sempre uma ponta presa, um vestígio de querer, um toque de possessão.



Um beijo
*Xana*

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Não contes...

Não contes porque morri,
Não digas a verdade,
Nunca digas que houve um nós,
Cobre-me para que ninguém veja.
A lágrima fria escorre-me no rosto.
Não digas que foi por ti que morri.
Não digas que foi por ti que chorei todas as noites.
Não digas que foi por ti que dias e dias me calava.
Não.
Não deixes que ninguém saiba de nós,
Diz apenas que morri,
Que estava cansada de viver,
Que não suportava mais,
Mas não digas que não suportava a tua ausência.
Não contes como me lembro do dia em que nos conhecemos,
Não reveles que recordo cada momento com um sorriso,
Não digas como me irritavas,
Não digas como te amava,
Não digas como me beijavas,
Diz apenas que adoeci e morri,
Que estava pálida pelos ares,
Que chorava pelo tempo,
Mas não era do tempo em que não te via.
E não me toques mais uma vez.
Deixa que a saudade me domine até ao fim,
E quando morrer,
Não digas a ninguém que foi por ti.
Um beijo
*Xana*

domingo, 1 de julho de 2007

Hoje


Hoje pensei em ti,
Pensei em nós, no nosso amor na nossa paixão…
Apesar de não te esquecer por um minuto, quis-te recordar quis viver quis sonhar....
Onde estás?
Onde te escondes?
Onde pára a nossa vida?
O nosso AMOR, a nossa ilusão?
Amanhã espero por ti, espero que venhas, espero que fiques, tenho saudades de ti....
Olha, hoje sonhei contigo, imaginei-te nos meus braços, no meu corpo, no teu beijo…
Como posso esquecer algo que eu mesma inventei?
Como posso viver sem ti ao meu lado?
Sem ti na minha vida, sem o teu amor no meu coração...
Quero fechar os olhos e sonhar a vida inteira, viver sem existir, quero partir…não aguento a dor, a angústia, o medo, estou só, estou perdida neste mar de espinhos, neste vale sem flores, neste rumo sem horizonte…
Hoje escrevo na esperança da tua lembrança, na ilusão do teu pensamento, na certeza da tua resposta, e na falta de motivos para te continuar a lembrar…
Um beijo
*Kelhas*