
O primeiro beijo! O segundo beijo! O terceiro beijo! … … … O antepenúltimo! O penúltimo beijo! O último beijo! Digamos que é impossível recordarmos todos os beijos de uma relação ou de uma vida, mas todavia existem alguns que não esquecemos, o primeiro beijo da nossa vida, os verdadeiros beijos das relações, curiosamente o primeiro beijo da nossa última relação e o último beijo, os outros serão esquecidos quando o tempo virar a página do livro da nossa vida… O que é o beijo? Porque recordamos uns e não recordamos os outros? São perguntas que cada um tem a sua própria resposta, digamos que podemos de um modo geral dizer que é essa a verdadeira definição de beijo, como sendo – o truque adorável que a natureza criou para colar duas bocas, quando as palavras não conseguem expressar o que o coração quer dizer – Mas o verdadeiro beijo nasce de uma conversa, acção, etc, da qual nasce de ambas as partes o eterno desejo de exprimir o que se sente sem haver no mundo palavras para essa descrição, nasce então um gesto autónomo, automático e irreversível. Desta maneira o nosso consciente apenas guarda em seu poder os verdadeiros beijos e por mais que o tempo passe, nunca serão esquecidos… Digam-me quais eram as palavras que poderíamos trocar em vez dos beijos que enunciei com as quais seria possível satisfazermos a eterna vontade de nos declararmos um ao outro, diz-me que - amor é esse que nos rodeia quando nos beijamos, descreve esse amor, diz-me o que conseguiria parar um desses beijos. Não consigo descrever aquilo que sinto por ti, é aquele sentimento que nos faz fazer as loucuras que doutra maneira diríamos que éramos incapazes de as fazer, é aquele sentimento que nos deixa tristes sempre que temos de virar costas à pessoa por quem o sentimos, é aquele sentimento que nos faz rir e chorar ao mesmo tempo. É aquele sentimento que numa antiguidade alguém chamou de AMOR pois poderia ter outro nome qualquer… mas como é possível sabendo nós que é este o sentimento que nos faz ser, pensar e agir de maneira diferente do habitual, porque nos continua a parecer que é tão pouco dizer que nós amamos?
Um beijo
*Xana*
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