domingo, 31 de agosto de 2008

Escuridão, a única coisa que sobrou!

Queria ver-te como nunca ninguém te viu, pelo cantinho da janela enquanto a chuva cai e lava os nossos pensamentos e as nossas mágoas. De quem é a culpa? Provavelmente dos dois, pois se são precisas duas pessoas para dançar o tango, também são preciso no mínimo duas para se chatearem. Sem discussão, o que dói mais, pois não ter direito a uma explicação tira-me a única oportunidade de purificação do erro. Ninguém ganha nesta guerra, pois a ilusão dos terceiros ofuscou a consciência. A mesma que te fazia ver o sol onde todos viam a escuridão. Mas talvez fosse essa a verdade: a escuridão. Afinal, foi a única coisa que sobrou... As nuvens permanecem.
Um beijo
*Xana*

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