Reconheço uma boa personalidade pelo olhar, porque a luz que brilha nos nossos olhos é a mesma que brilha nas estrelas, não resisto a mostrar aos outros as constelações dos céus e... aprendo e danço junto quando chega a luz da madrugada.
Olho nos olhos de um desconhecido, falo de amor à primeira vista, de almas gémeas, defendo ideias que parecem ridículas, choro mágoas e decepções antigas, alegro-me com novas descobertas, divirto-me, brinco, sou irreverente, faço perguntas inconvenientes, digo tolices, disfarço-me de louca quando sofro de lucidez e... Danço com os seus companheiros.
Já agi muitas vezes incorrectamente, já percorri caminhos que não eram os meus e perdi-me, vezes sem conta, em labirintos até recuperar novamente o meu caminho, já disse sim quando queria dizer não, já feri os que mais amo, já fui a muitas festas e procurei a paz, a esperança e o amor na música, nos lugares, nos espaços, nos outros...
Caí nestes abismos muitas vezes, mas quando reúno todas as minhas forças para sair, descubro que é dentro de mim que encontro o amor, a paz, a luz... Então vivo a esperança de ser melhor do que sou... e danço enquanto caminho.
No caminho que livremente escolhi, sei também que tenho que lidar com gente que não presta atenção às pequenas coisas, que não sabe que tudo é uma coisa só, que cada acção nossa afecta todo o planeta, que cada pensamento nosso se estende muito para além da nossa vida, que cada minuto pode ser uma oportunidade para nos transformarmos, que estamos no mundo não para combater o mal ou condenar e julgar os outros...
Sou uma peregrina, uma caminhante em busca espiritual, uma mendiga do amor, sento-me à roda da fogueira e dou as boas vindas aos estranhos. Uso a minha intuição e não me desespero quando me acham louca ou a viver num mundo de fantasia. Não tenho certezas, mas sei que nem todos os caminhos são para todos os caminhantes e... ensaio novos compassos de dança.
E sigo em frente e faço pontes entre o céu e a terra, entre a vida profana e a espiritualidade a que eu aspiro, entre o visível e o invisível, entre o compreensível e o invisível e então, pouco a pouco, outros se aproximam, reúnem-se e iniciam o seu caminho à volta dos seus ritos, símbolos e mistérios... e dançamos à roda da fogueira.
Conheço o silêncio como a linguagem do "indizível", do que não se explica, apenas se sente. Conheço também o poder das palavras e não sou tagarela. Não quero parecer ser, Eu simplesmente sou o que sou.
Não sei de onde vim nem para onde vou, mas sei que estou aqui para amar. O afecto e o carinho fazem parte da minha natureza - tanto quanto respirar - e, porque busco o amor, arrisco-me mais que os outros. Arrisco-me a sentir-me derrotada e rejeitada no corpo e na alma, a intimidar-me com o silêncio ou com a indiferença, a decepcionar-se e a magoar-me, mas não desisto porque sei que sem amor, eu simplesmente não sou... então, mergulho com paixão na vida, olho com doçura e serenidade o mais velho ou a criança, reconheço no seu olhar toda a história da sobrevivência da humanidade e... Sorrio e danço com meus companheiros.
Sei que sou livre para escolher: passo noites de insónia, interrogo-me pelo sentido da vida, sobre o que é definitivo e o que é passageiro, questiono-me sobre as aparências, as fórmulas, as opiniões dos outros, se vale a pena tanto esforço... sou, então, capaz de largar tudo e correr para a aventura porque resisto a viver um papel que os outros escolheram para mim. As minhas decisões são sempre tomadas com coragem e loucura, inventando novas coreografias, ao sabor dos ritmos cósmicos, de noite ou de dia, à luz ou as trevas, no inverno ou no verão... danço, danço...
Olho nos olhos de um desconhecido, falo de amor à primeira vista, de almas gémeas, defendo ideias que parecem ridículas, choro mágoas e decepções antigas, alegro-me com novas descobertas, divirto-me, brinco, sou irreverente, faço perguntas inconvenientes, digo tolices, disfarço-me de louca quando sofro de lucidez e... Danço com os seus companheiros.
Já agi muitas vezes incorrectamente, já percorri caminhos que não eram os meus e perdi-me, vezes sem conta, em labirintos até recuperar novamente o meu caminho, já disse sim quando queria dizer não, já feri os que mais amo, já fui a muitas festas e procurei a paz, a esperança e o amor na música, nos lugares, nos espaços, nos outros...
Caí nestes abismos muitas vezes, mas quando reúno todas as minhas forças para sair, descubro que é dentro de mim que encontro o amor, a paz, a luz... Então vivo a esperança de ser melhor do que sou... e danço enquanto caminho.
No caminho que livremente escolhi, sei também que tenho que lidar com gente que não presta atenção às pequenas coisas, que não sabe que tudo é uma coisa só, que cada acção nossa afecta todo o planeta, que cada pensamento nosso se estende muito para além da nossa vida, que cada minuto pode ser uma oportunidade para nos transformarmos, que estamos no mundo não para combater o mal ou condenar e julgar os outros...
Sou uma peregrina, uma caminhante em busca espiritual, uma mendiga do amor, sento-me à roda da fogueira e dou as boas vindas aos estranhos. Uso a minha intuição e não me desespero quando me acham louca ou a viver num mundo de fantasia. Não tenho certezas, mas sei que nem todos os caminhos são para todos os caminhantes e... ensaio novos compassos de dança.
E sigo em frente e faço pontes entre o céu e a terra, entre a vida profana e a espiritualidade a que eu aspiro, entre o visível e o invisível, entre o compreensível e o invisível e então, pouco a pouco, outros se aproximam, reúnem-se e iniciam o seu caminho à volta dos seus ritos, símbolos e mistérios... e dançamos à roda da fogueira.
Conheço o silêncio como a linguagem do "indizível", do que não se explica, apenas se sente. Conheço também o poder das palavras e não sou tagarela. Não quero parecer ser, Eu simplesmente sou o que sou.
Não sei de onde vim nem para onde vou, mas sei que estou aqui para amar. O afecto e o carinho fazem parte da minha natureza - tanto quanto respirar - e, porque busco o amor, arrisco-me mais que os outros. Arrisco-me a sentir-me derrotada e rejeitada no corpo e na alma, a intimidar-me com o silêncio ou com a indiferença, a decepcionar-se e a magoar-me, mas não desisto porque sei que sem amor, eu simplesmente não sou... então, mergulho com paixão na vida, olho com doçura e serenidade o mais velho ou a criança, reconheço no seu olhar toda a história da sobrevivência da humanidade e... Sorrio e danço com meus companheiros.
Sei que sou livre para escolher: passo noites de insónia, interrogo-me pelo sentido da vida, sobre o que é definitivo e o que é passageiro, questiono-me sobre as aparências, as fórmulas, as opiniões dos outros, se vale a pena tanto esforço... sou, então, capaz de largar tudo e correr para a aventura porque resisto a viver um papel que os outros escolheram para mim. As minhas decisões são sempre tomadas com coragem e loucura, inventando novas coreografias, ao sabor dos ritmos cósmicos, de noite ou de dia, à luz ou as trevas, no inverno ou no verão... danço, danço...
Um beijo
*Xana*
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