quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Porquê?


Porque é que a vida nos torna e faz tão infantis ao ponto de querermos morrer, perder todas as forças quando somos confrontados com problemas amorosos? Angustiados, queremos desistir da vida. Torna-se sem significado qualquer acção ou atitude que tenhamos. Crescemos a aprender que a vida são dois dias, que os maus dias também passam, mas no fundo perdemo-nos na solidão, na angústia de amar alguém que não nos ama, de alguém nos ter deixado. Quase tudo na vida é efémero e mesmo assim queremos todos os dias acordar e ter um dia perfeito. Mas a conclusão a que a maioria das pessoas chega é que nada é perfeito, nem mesmo o amor que todos sentimos por alguém ou que alguém sente por nós. São queixas atrás de queixas, é sofrimento atrás de sofrimento e a pergunta mais lógica que fazemos é: porquê eu? Porquê a mim? Talvez porque a vida seja assim mesmo, cheia de alegrias e tristezas. Talvez sejam lições que aprendemos, tal como as que aprendemos na escola, apenas com uma diferença, estas são lições de vida! Aprendemos e sabemos que na próxima rasteira que a vida nos pregar estamos preparados para não cair nela. É fácil dizer, escrever, mas na realidade e inconscientemente caímos sempre no mesmo erro, na mesma ratoeira. A vida é assim mesmo, dermos as voltas que dermos, havemos sempre de sofrer de algum desgosto, havemos sempre de chorar porque alguém nos magoou. É tudo tão inexplicável mas procura-se sempre a explicação para tudo. Será mesmo que vale a pena? Correr atrás de algo que já fugiu ou que nunca vamos apanhar? É tudo tão estranho... a única coisa que temos certa é o sonho, a vontade de sonhar, a sonhar… podemos tudo... Isto só uma coisa nos pode tirar: a morte! Isto sim é ilógico. Percorremos uma vida para depois acabar de uma maneira por vezes estúpida. Temos que encontrar uma forma para sorrir dia a dia, um motivo para acordar e viver cada dia como se fosse o último, como se não existisse um amanhã. É este o dilema a que todos nós submetemos para tentarmos ser felizes. Não se pode o impossível, apenas o realizável! Somos sofredores de uma vida que por vezes não vale a pena. A vida parece tão ilógica! Somos tão fracos... mas dou razão a uma coisa: o tempo ajuda-nos tanto! Faz-nos crescer...disso tenho a certeza!!!
Um beijo
*Kelhas*

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Desilusão

Lágrimas salgadas,
Molhadas,
Percorrem o meu rosto
Não sei de onde nem porque vêm...
A desilusão não pode tomar assim conta de mim!
Apetece-me vos bater
Mas o meu punho parece não ceder.
Olho a minha imagem retorcida pelas lágrimas,
Rosas que se despedaçam na minha mão,
Caem no chão.
Símbolos da desilusão.
Mas permanece a incompreensão,
A confusão.
Contínuo a não Compreender,
Sinto que nunca o vou esquecer.
Começo a tremer.
Sinto calafrios nos braços.
O coração parou de bater.
Mas esta amizade por vós continua a querer,
Querer sobreviver,
Recusa-se a morrer.
Este poema não tem desfecho,
Não tem fim.
Sinto uma dureza dentro de mim,
Não me deixa mexer,
Os dedos não param de escrever.
Mas o meu coração começa a murchar
Pois esta dor começa a sufocar.
É verdadeira, como nenhuma outra.
É a dor da desilusão misturada com a da confusão.
A confusão é em mim permanente,
Mas desta vez é ainda mais ardente.
Os dentes cerram-se,
Os punhos fecham-se,
Mas não demora e a raiva desaparece,
Mas a desilusão,
Essa não se esquece,
Permanece!!!
Um beijo
*Kelhas*