domingo, 25 de outubro de 2009

Quantas vezes?

Quantas vezes temos momentos,
Em que nos arrependemos de não ter feito?
De não ter dito?
De não ter escrito?
De não ter dado?
De não ter arriscado?
De não ter saltado?
Quantas vezes pensamos em momentos que nos separam de tantas coisas que poderiam ter acontecido,
Mas que não aconteceram?
Quantas vezes não ponderamos,
Se no fundo,
Seria mesmo aquele o caminho errado?
A palavra errada?
O gesto errado?
Quantas e quantas vezes optamos por não fazer as coisas por medo?
Talvez por receio?
Talvez por mera estupidez do ser humano?
E a resposta é talvez.
Porque seria,
Preferível,
Arriscar,
Não ter medo dos erros,
E seguir.
Seria bem melhor entregarmo-nos ao momento,
Entregarmo-nos totalmente,
De corpo e alma,
Para que um dia,
Não nos colocassemos,
Num passado irremediável.
Por isso,
Para que tal não aconteça,
Porque não dar um beijo à chuva?
Se a magia do momento,
É única,
E gripes,
Temos tantas,
Mais uma faz diferença?
Porque não fugimos hoje?
Se amanhã já podemos estar de volta felizes,
Com sono,
Mas felizes.
Menos umas horas de sono,
Fazem diferença perante a felicidade?
Porque não gritamos hoje que amamos?
Para quê esperar por amanhã,
Se pode já estar tudo diferente?
Por tudo isto,
Eu hoje decidi,
Que vou arriscar,
Com medo do futuro,
O que me garante,
Que se fugir disto,
Serei mais feliz?
O que me garante,
Que não correrei perigo mais tarde também?
Prova-me,
Que traçar esta linha de olhos fechados,
Não será imperfeito.
Um beijo
*Kelhas*

sábado, 24 de outubro de 2009

Certa vez disseram-me...

Certa vez disseram-me...
"Tu precisas ter malícia nos tempos de hoje...
Se não capotas..
Não sejas demagoga."

Então desde aí eu tenho pensado...
Deus não tem malícia...
E nem por isso ele deixa de ser Deus!
Há muitas pessoas sem malíca...
E nem por isso deixam de ser amáveis!
Pensem...
Se tudo fosse levado na malícia...
Onde estaríamos nós?
Talvez estaríamos num mundo de caos e desordem!
Alguém quer isso?
Acho que não!
Portanto...
Amem...
E assim serão amados!
Respeitem...
E assim serão respeitados!
Obedeçam...
E assim serão obedecidos!

Um beijo
*Kelhas*

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Não sei :'(

Não sei que aconteceu...
Tudo repentino, sem mais nem porquê.
Parecia tudo bem...
De repente fico só.
Não sei que faça.
Tudo é estranho para mim, tudo novo...
Sentimentos estranhos, ambíguos.
Não sei que aconteceu.
Agoro vejo-me aqui só, sem sono... sem vontades.
Que faço???

Um beijo
*Xana*

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pessoas Cínicas...

Porque é que as pessoas são tão cínicas que só se lembram do que lhes fazem e nunca do que fizeram durante anos?
Porque é que as pessoas só olham sempre para o seu umbigo, não interessa o mal que fazem ao Mundo, mas se alguém lhes toca, meu Deus, é o fim do mundo e precisam de tudo para as derrubar, pois não descansam enquanto não conseguirem deitar essas pessoas a baixo, o que interessa é o seu interesse e nunca os dos outros, e mesmo quando as decisões que tomam, acabam por afectar outras pessoas que dizem de quem gostam, não querem saber, mas sim, o que interessa é que aquela decisão é a que elas querem... Mas depois quando algo não corre como querem, então, aí já se esqueceram do que fizeram, e o que interessa é que aquela pessoa não fez algo que elas queriam…

Estou farta, farta de tanta falsidade, de tanta mentira, de tanta gente se fazendo ser algo que não é...
Se é pra viver entre vocês, pessoas cínicas, invejosas, mentirosas, egocêntricas, prefiro viver na solidão...
Pelo o amor de Deus, vocês têm noção do que são?
No que se transformaram?
E isso é culpa de vocês, de mais ninguém...
Ninguém nasce com a maldade no coração, vocês é que deixam ela entrar...
Tu deves estar a perguntar-te, mas de quem será que ela tá a falar...
E eu respondo,
Contigo mesmo!
Contigo que ficas na dúvida se é isso mesmo que tu fazes...
Quem procura a explicação para tal é justamente aquele que não pratica a falsidade, e então não sabe o que é...
Por isso hoje estou a escrever isto porque estou com raiva, com ódio, com desprezo, com pena...
É isso que digo pra ti, pessoa cínica que convives comigo e dizes ser uma coisa e és outra outra...
Explode sozinha a tua ganância, falsidade e egocentrismo...
Que eu vou ficar aqui só, mas com a certeza que fico muito melhor do que se estivesse acompanhada de pessoas falsas!
Detesto pessoas falsas e cínicas.
Não suporto mesmo a mentira.
Detesto os risinhos forçados e vozes serenas, que no fundo, lá no fundinho...enfim...só gritam cinismo.
Detesto aquelas pessoas que elogiam os outros na sua presença e aproveitam a sua ausência para os criticar.
Também se costuma dizer que "Quem conta um conto, acrescenta um ponto".
É fácil tornar um relato mais interessante acrescentando a ele alguns detalhes...
Enfim.....
Deste tipo de "gentinha", infelizmente conheço muita.
Tenho que confessar que um dos meus maiores pesadelos é lidar com elas no dia-a-dia.
MAS, QUEM NÃO TEM QUE LIDAR COM ESTE TIPO DE PESSOAS TODOS OS DIAS?
Acredito que um dia vão ter o castigo que merecem.

Enfim, detesto pessoas falsas!
São a escumalha mais reles que se encontra na sociedade (parece que vivemos numa sociedade bastante reles), e porquê?
Bem, porque são tudo aquilo que eu desprezo: são cobardes, são fúteis, são mentirosos, são pessoas que se importam com as aparências, são seres mesquinhos e desprezivéis... são tudo aquilo que eu não quero ser.
O que eu não percebo nestas pessoas é porque não têm coragem de admitir aquilo que são e de defender aquilo que verdadeiramente pensam.
Quando eu não gosto de alguém eu evito falar com essa pessoa e não ando sempre com sorrisinhos cínicos e com uma pose de "somos amiguinhos(as), gosto muito de ti".
É muito mais admirável alguém que admite aquilo que sente e que não receia ser incompreendido pelo seu grupo ou até mesmo pela sociedade, isto quando as escolhas e/ou pensamentos têm uma difusão maior.
Eu admiro as pessoas que admitem que não gostam de mim (perante mim mesma e não perante terceiros, isso para mim é igual a zero e não deixa de mostrar cobardia), pois tiveram a coragem de admiti-lo e de sofrer as consequências, não que eu fosse bater-lhes (às vezes bem que me apetecia), pois respeito a opinião e a maneira de ser/estar dos outros, muitas vezes como nunca me respeitaram; mas cada caso é um caso e não podemos deixar que as nossas vivências passadas afectem as nossas futuras.
Estou aqui com um discurso à vítima e à Madre Teresa de Calcutá, mas isso é porque acordei bem disposta e com a minha auto-estima acima dos níveis normais, pois se fosse noutro dia estaria a fazer um ultimato às pessoas falsas e a falar em esfaquear alguém...

Para concluir gostava que uma vez na vida as pessoas falsas se revelassem ao mundo para mostrar a sua verdadeira natureza;
Teríamos muitas surpresas e provavelmente muitas mais Guerras Mundiais.
Se serem falsos ajuda-vos a serem mais felizes, têm o meu apoio, desde que não se colem a mim e não me metam nas vossas tramóias.
Eu sou como sou e não vou mudar.
Sou feliz assim, para alegria de muitos e para o azar de muitos mais.
Seguir aquilo que defendemos e sermos como queremos NÃO É SER DE BAIXO NÍVEL, descer baixo é mentirmos a nós próprios e aos outros todos os dias da nossa vida, apenas para manter a pose e a popularidade.
"A verdade vem sempre ao de cima", contudo, boa sorte para quem usa uma máscara...


Um beijo
*Xana*

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Mundo Idealizado

Eu sempre vivi num mundo que idealizaram para mim,
Nunca quis desiludir ninguém…
E sinto-me acorrentada a um mundo que não é o meu e que tento aos poucos transformar.
Mas está complicado porque me mandaram a chave do cadeado fora…
E por muito que eu procure está difícil de encontrar a chave que abrirá as portas à minha felicidade.
Por muito que eu tente,
Ando por aí aos devaneios na escuridão à procura de uma luz que me guie.
Quantas vezes eu já não desisti de ser feliz,
De encontrar a chave secreta…
E de me desligar do mundo que sonhei para mim?
Mas depois oiço uns ruídos,
Sim…
Uns ruídos que aos poucos se moldam e se transformam em vozes…
E que me dizem "Está quase, não desistas agora… nós estamos aqui contigo."
E eu não consigo entender quem são eles e o que querem dizer com aquilo.
E fico ali a pensar…
E chego à conclusão que essas vozes são os meus amigos,
Aquelas pessoas que me querem ver feliz custe o que custar.
E tento lutar de novo sobre algo que não sei o que é,
Mas que me encurrala para este mundo frio,
Triste,
E nublado que é o que eu não idealizei.
E o mais engraçado é que quando estou quase a conseguir…
Algo ou alguém estraga tudo e eu fico ali,
Perdida,
Esquecida,
Abandonada à minha sorte mais uma vez…
Até se lembrarem que existo…
Até deixar de ser uma sombra a sobreviver na escuridão do lado negro da vida.
E é assim que eu me sinto agora…
Estava tão feliz…
E agora estou deprimida…
Porque estou num dilema…
Seguir em frente e realizar um sonho que pode ser bem sucedido ou não…
Ou voltar para a realidade que é a minha,
Para os meus amigos e fazer mais uma vez o papel de alguém feliz quando não está.
E isso deixa-me em baixo…
Muito em baixo mesmo… =(
Para seguir o meu sonho tinha de mudar tudo…
Mudar tudo de novo na minha vida…
E eu sei que os meus amigos,
Aqueles que gostam mesmo de mim ficariam satisfeitos por eu atingir os meus sonhos… Que nunca me vão abandonar…
Mas também sei…
Que por muitas promessas que façamos NUNCA nada será como dantes…
Ou será?
Creio que não…
Mas também creio que nada neste mundo é impossível se acreditarmos nisso com força. Não é Verdade?
De momento não sei mesmo o que fazer…
Sei apenas que isto será uma decisão muito importante e que mudará o meu percurso de vida até agora.

Quero provar aos meus amigos que os adoro MUITÃO…
E quero pedir desculpa se alguma vez os desiludi.
Espero que não…
Porque é a amizade deles que me tornam numa pessoa rica…
Afinal a amizade de alguém é a coisa mais rica que se pode ter nesta vida.

Apesar de o Homem não viver de recordações porque as recordações destroem a vida do Homem…
São as recordações de momentos importantes…
Das pessoas importantes para MIM que permanecem para sempre na minha memória.

Um beijo
*Xana*


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

É preciso...

É preciso voltar a pensar...
É preciso voltar a falar...
É preciso saber mais para escolher...
Escolher a melhor forma de viver...
Não podemos deixar...
Que o mundo esteja contra nós...
Não podemos ficar...
À espera do que não vem...
Só por si...
É preciso voltar a sonhar...
É preciso fazer mais e construir...
Não podemos deixar que os outros
Estejam contra nós...
Mas não podemos seguir...
As ordens de quem não tem amor para dar...
É tempo de avançar...
É tempo de saber...
Decidir...
O que nós queremos ser.




Um beijo
*Xana*

sábado, 8 de agosto de 2009

Dançando...

Reconheço uma boa personalidade pelo olhar, porque a luz que brilha nos nossos olhos é a mesma que brilha nas estrelas, não resisto a mostrar aos outros as constelações dos céus e... aprendo e danço junto quando chega a luz da madrugada.
Olho nos olhos de um desconhecido, falo de amor à primeira vista, de almas gémeas, defendo ideias que parecem ridículas, choro mágoas e decepções antigas, alegro-me com novas descobertas, divirto-me, brinco, sou irreverente, faço perguntas inconvenientes, digo tolices, disfarço-me de louca quando sofro de lucidez e... Danço com os seus companheiros.
Já agi muitas vezes incorrectamente, já percorri caminhos que não eram os meus e perdi-me, vezes sem conta, em labirintos até recuperar novamente o meu caminho, já disse sim quando queria dizer não, já feri os que mais amo, já fui a muitas festas e procurei a paz, a esperança e o amor na música, nos lugares, nos espaços, nos outros...
Caí nestes abismos muitas vezes, mas quando reúno todas as minhas forças para sair, descubro que é dentro de mim que encontro o amor, a paz, a luz... Então vivo a esperança de ser melhor do que sou... e danço enquanto caminho.
No caminho que livremente escolhi, sei também que tenho que lidar com gente que não presta atenção às pequenas coisas, que não sabe que tudo é uma coisa só, que cada acção nossa afecta todo o planeta, que cada pensamento nosso se estende muito para além da nossa vida, que cada minuto pode ser uma oportunidade para nos transformarmos, que estamos no mundo não para combater o mal ou condenar e julgar os outros...
Sou uma peregrina, uma caminhante em busca espiritual, uma mendiga do amor, sento-me à roda da fogueira e dou as boas vindas aos estranhos. Uso a minha intuição e não me desespero quando me acham louca ou a viver num mundo de fantasia. Não tenho certezas, mas sei que nem todos os caminhos são para todos os caminhantes e... ensaio novos compassos de dança.
E sigo em frente e faço pontes entre o céu e a terra, entre a vida profana e a espiritualidade a que eu aspiro, entre o visível e o invisível, entre o compreensível e o invisível e então, pouco a pouco, outros se aproximam, reúnem-se e iniciam o seu caminho à volta dos seus ritos, símbolos e mistérios... e dançamos à roda da fogueira.
Conheço o silêncio como a linguagem do "indizível", do que não se explica, apenas se sente. Conheço também o poder das palavras e não sou tagarela. Não quero parecer ser, Eu simplesmente sou o que sou.
Não sei de onde vim nem para onde vou, mas sei que estou aqui para amar. O afecto e o carinho fazem parte da minha natureza - tanto quanto respirar - e, porque busco o amor, arrisco-me mais que os outros. Arrisco-me a sentir-me derrotada e rejeitada no corpo e na alma, a intimidar-me com o silêncio ou com a indiferença, a decepcionar-se e a magoar-me, mas não desisto porque sei que sem amor, eu simplesmente não sou... então, mergulho com paixão na vida, olho com doçura e serenidade o mais velho ou a criança, reconheço no seu olhar toda a história da sobrevivência da humanidade e... Sorrio e danço com meus companheiros.
Sei que sou livre para escolher: passo noites de insónia, interrogo-me pelo sentido da vida, sobre o que é definitivo e o que é passageiro, questiono-me sobre as aparências, as fórmulas, as opiniões dos outros, se vale a pena tanto esforço... sou, então, capaz de largar tudo e correr para a aventura porque resisto a viver um papel que os outros escolheram para mim. As minhas decisões são sempre tomadas com coragem e loucura, inventando novas coreografias, ao sabor dos ritmos cósmicos, de noite ou de dia, à luz ou as trevas, no inverno ou no verão... danço, danço...
Um beijo
*Xana*

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Desculpa mas eu Amo-te!


Desculpa mas eu Amo-te!
Desculpa por estar a repetir...
Amo-te mesmo não te vendo,
Amo-te com esta Saudade que me aperta o coração.
Quero Odiar-te mas Amo-te!
Deves ter-me mentido,
Deves ter-me feito de estúpida, de idiota.
Quando me recordo disso,
A raiva vem e fica...
Odeio-te,
Detesto-te,
Mas depois volto a recordar os bons momentos e volto a Amar-te.
Odeio-te por tanto te amar!
Odeio-te!
Odeio-te porque te conheci,
Odeio-te por causa do teu sorriso,
Odeio-te pela maneira como me olhas,
Odeio-te porque me provocas,
Odeio-te por me teres trocado,
Odeio-te quando cantas e tocas a nossa música,
Odeio-te por um dia teres pensado em mim,
Odeio-te por saberes que eu penso em ti,
Odeio-te por ter acreditado nas tuas palavras,
Odeio-te por saber que não te consigo esquecer,
Odeio-te por saber que preciso de ti,
Odeio-te por saber que não consigo viver sem ti,
Odeio-te porque te Amo!
Talvez tenha sido por um olhar...
Talvez por um sorriso...
Talvez tenha sido por aquelas palavras ou talvez aquele instante contigo...
Talvez um dia estejamos juntos e talvez tudo seja esquecido...
Talvez possam existir outros momentos e aí,
Quem sabe,
Nem tudo esteja perdido.
Um beijo
*Xana*

domingo, 2 de agosto de 2009

Porquê?

Amor,
Sofrimento,
Desespero,
Sem esperança,
Tristeza,
Dor,
SAUDADE...
O meu coração não pára de atormentar a minha cabeça com o que se passou...
A nossa história fica para sempre na minha memória...
E às vezes faz-me questionar...
Se tudo o que nós vivemos juntos...
Acabou...
O meu coração sofre,
Por não ter a FELICIDADE que está nas tuas mãos...
Não aguento a tua desisão...
Não entendo a tua escolha...
Choro a pensar em ti e...
É inútil tentar esquecer-te...
Posso até disfarçar que deixei de te amar mas a minha vida sem ti não é nada!
Não posso mais...
Dói de mais esta solidão!
Mas o que fazer,
Se eu o AMO...
Porquê?
Porquê?
Te arrancaram de mim,
Assim...
Diz-me porquê...
Pergunto...
Se te esqueceste ou não de mim...
Não aguento mais este sofrimento...
Este desespero...
Esta esperança...
Esta tristeza...
Esta dor...
E esta imensa SAUDADE!
Amo-te e...sempre te amarei...

Um beijo
*Xana*

sábado, 1 de agosto de 2009

Metade de mim...

Metade de mim é o que eu grito...
A outra metade é o silêncio...
Metade de mim é a partida...
A outra metade é a saudade...
Metade de mim é o que eu ouço...
A outra metade é o que eu calo...
Metade de mim é o que eu penso...
A outra metade é um vulcão..
Metade de mim é a lembrança do que eu fui...
A outra metade não sei...
Metade de mim é o abrigo...
A outra metade é o cansaço...
Metade de mim é a plateia...
A outra metade é a canção...
Só peço que a minha loucura seja perdoada...
Pois metade de mim é amor...
E a outra metade também.

Um beijo
*Kelhas*

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Porque de vez em quando...

Porque de vez em quando dá-me para chorar…
Porque de vez em quando eu penso que não aguento mais…
Porque de vez em quando sei que o mundo não acaba por causa dos meus problemas…
Porque de vez em quando os sentimentos controlam-me…
Porque de vez em quando penso que estou só no mundo…
Porque de vez em quando não sei o que quero…
Porque de vez em quando a minha vida não me sorri…

Mas há sempre AMIGOS que me fazem mudar de opinião e…

Sempre me fazem sorrir…
Sempre me ajudam a levantar…
Sempre fazem com que o meu mundo se erga…
Sempre me ajudam a ser Eu…
Sempre mandam uma mensagem a dizer que nunca estou só…
Sempre me orientam…

E mesmo que nem sempre as coisas me corram bem…

Vocês estão sempre aqui ao meu lado para transformarem os maus momentos da minha vida em bons momentos!!!

OBRIGADA por se preocuparem…
OBRIGADA por estarem sempre atentos…
OBRIGADA por serem únicos…

Simplesmente OBRIGADA…

P.S.
Dedico este post a 5 pessoas em particular, nomeadamente,
- À Sú, por aquela sms que fez com que abanasse a cabeça e me erguesse,
- Ao XL, por aquela carta/e-mail de preocupação que fez com que reflectisse sobre o que estava fazendo,
- À Princesa Sónia pelo comentário que me fez ver que estava a ser egoísta, pois há sempre alguém bem pior que nós,
- Ao meu Coração(Sú) pela compreensão, pelo perdão e pela disponibilidade e
- Ao Tiago pela tardes de risota no msn que fizeram com que ganhasse algum ânimo e força para continuar a lutar.
A vocês o meu muito OBRIGADA, sem vocês as coisas tinham tomado rumos diferentes.
Um beijo
*Xana*

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tenho-me sentido muito sozinha...

Tenho-me sentido muito sozinha...
E isso não faz diferença nenhuma para ninguém...
Ninguém perde o seu tempo para notar como eu estou,
Ou então não têm tempo para perder comigo...
. . .
Já faz alguns dias que me tenho sentido assim...
Não sei o porquê disso ou se calhar até sei,
Mas é assim...
Tenho chorado todos os dias,
Deitada na minha cama,
No meu quarto...
Sozinha...
Tentando achar respostas...
E nada encontro...
Na maior parte das vezes acabo adormecendo...
Tenho dormido bastante também,
O tempo passa mais rápido...
Eu sei que assim nada se vai endireitar...
É o que posso fazer por enquanto,
Para amenizar a minha situação...
Os meus dias têm sido monótonos...
Passo os dias a ouvir música...
Pensando...
Chorando...
Estudando (faço o esforço)...
Sentindo-me sozinha...
Na esperança de alguém aparecer...
Uma amiga...
Um colo onde me possa deitar…
Mas isso não acontece...
Fico assim...
Olhando para o nada...
Até que as horas passem...
Até ser obrigada a levantar-me e encarar a minha vida...
Fingindo que estou bem,
Que nada me atormenta...
Que...
Tudo é e está perfeito...
Quando a noite chega...
Lá estou eu de novo...
Em silêncio,
No meu quarto...
Com apenas a companhia das minhas lágrimas e dos meus peluches…
. . .
É assim que são as coisas...
Tenho consciência de que às vezes estou sozinha,
Mas já aprendi a conviver com isso...
Ainda não aprendi foi o facto de não conseguir deixar que me afectem...
Sempre fui muito sensível,
Sentimentalista…
Uma vez que,
Deixo sempre que as pessoas com quem mais me preocupo e que mais sentimento nutro,
Me magoem...
Nunca fui perfeita…
Mas essas pessoas sempre foram perfeitas aos meus olhos,
Mas nem isso me vale,
Pois são sempre elas que estão certas e eu errada…
Cansei…
Talvez um dia eu aprenda e dê valor a quem valor me dá!

Um beijo
*Kelhas*

sábado, 18 de julho de 2009

Os 7 pecados...


Preguiça
Inveja
Gula
Soberba
Luxúria
Avareza
Ira

São 7
Os pecados Capitais...
Quantos deles vocês cometem?

Vá confessem...
Eu assim também confesso UM dos meus...

Um beijo
*Xana*

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fobia ao casório!

Aposto que todos vocês conhecem pelo menos um homem que tem um medo inexplicável de casar.
Disfarçam a fobia com piadas constantes sobre o casamento, afirmam adorar a comida da mãe e gastam avultadas somas em peças para o carro e em noites de copos com os amigos...
Mas, porque será que têm tanto medo do compromisso?
Após algumas investigações descobriu-se alguns motivos para tal fobia... e aqui cito os 10 mais importantes:

1º. Temem que após o primeiro mês de casamento lhes cresça uma enorme barriga peluda e lhes caia quase todo o cabelo.
2º. Não querem ter de começar a desempenhar tarefas tais como limpar o pó, fazer a cama ou pôr a mesa, quando em casa dos pais a única coisa que faziam era arrastar-se até à mesa para comer, daí para o sofá e depois para a cama.
3º. Receiam começar a ouvir frases como "Tu nunca me ajudas!" ou "Quando saíres leva o lixo para a rua." ou "Ajuda-me a fazer a cama." ou "Deixaste outra vez a tampa da sanita levantada.", quando as mães só lhes diziam "Queres mais um bocadinho de carne?" ou "Ah, deixa estar. Não te levantes que eu levo-te aí o geladinho de morango."ou "Vai tomar o pequeno-almoço que eu faço a tua caminha.".
4º. Acreditam que depois de casar terão de levar uma “sandes” de fiambre e uma cerveja para o trabalho num saquinho de plástico.
5º. Não suportam a ideia de terem que ver a sua mulher com rolos na cabeça ou com uma pasta azul espalhada pela cara.
6º. Acreditam piamente que a sogra se vai plantar lá em casa todos os fins-de-semana de chinelos e bata para opinar sobre o que devia estar assim ou assado e proferir a frase "Coitadinha da minha filha..." incontáveis vezes.
7º. Estão convencidos que terão de deixar crescer a unha do dedo mindinho e vestir o fato-de-treino para ir às compras ao domingo de manhã.
8º. Recusam-se a ter de trocar o seu carro desportivo de dois lugares, que atinge velocidades e consumos astronómicos, por um monovolume lento e de baixo consumo.
9º. Acham que nunca conseguirão usar pantufas, chinelos, roupão ou algo macio, fofo e aconchegante sobre o seu corpo.
10º. Acreditam que o peso da aliança lhes vai originar uma qualquer hérnia... ou artroses nas mãos...

Mas, acreditem... no final acabarão por se recolher ao recesso do lar, acabando por ser maridos atenciosos e exemplares...

Um beijo
*Xana*

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Se eu pudesse...

Se eu pudesse deixar de amar
quem nunca me amou...
Se eu pudesse ir buscar algum mal
a quem mal em mim sempre encontrou...
Assim me vingaria eu,
Se pudesse dar sofrimento
a quem sempre sofrimento me deu...
Mas não posso enganar
o meu coração que me enganou...
Ao me fazer desejar
Quem nunca me desejou...
Peço assim que me ajudem a desamparar
Quem sempre me desamparou...
Ou a perturbar
quem sempre me perturbou...
Um beijo
*Kelhas*

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Os Anjos

Os anjos da Terra dão-nos razões para continuar nela;
Os Anjos do céu preparam a nossa chagada ao outro mundo. Escolher entre os dois é uma tarefa que não devemos cometer, pois não somos nós que os escolhemos, mas antes eles que nos escolhem a nós.
Por isso, devemos estar conscientes que ao desistirmos da vida antes do tempo, estamos a contrariar os Anjos da Terra e também corremos o risco de a nossa chegada lá a cima, não esteja preparada.
Por isso, contentem bem os Anjos da Terra enquanto cá estão, pois nunca se sabe quando os voltaremos a ver.
Afinal, a vida é curta demais para se desperdiçar…
Por isso, não questiones a vontade deles nem te percas em suposições: se... se... se...
Não suponhas, porque se não aconteceu é porque nunca poderia ter acontecido, logo estás a cair no absurdo!
Olha para o passado apenas como um livro aberto, plastificado em cada página (para que não o possas reescrever) e sem hipóteses de se soltarem folhas (pois a editora que o fez não permite que arranques nenhuma página).
Para que serve um livro assim?
Só para ler e retirar dele apenas a sabedoria que tem implícita e retirar as lições da vida.
O futuro é o mais incerto e é portanto a ele que devemos dedicar os nossos planos, e não as nossas preocupações, pois o que realmente interessa é a parte do tempo em que vivemos, a que se chama presente.
Pensem nisto...
Um beijo
*Xana*

domingo, 28 de junho de 2009

BALADA DA SOLIDÃO

A vida ensinou-me a não olhar para trás.
Mas não por medo, ou por vontade, até porque o tempo que dizem que tudo apaga, só serve para nos roubar as horas e gravar na memória os melhores e os piores momentos.
E ficamos presos lá dentro, como peixes num aquário, enquanto a vida corre lá fora, e os outros respiram e se movem em liberdade, sem sequer repararem que estamos ali, fechados em nós mesmos, presos numa bola de vidro transparente que nos mostra o mundo onde não o conseguimos viver.
É, como se o presente não passasse de uma prisão dura e pesada, já basta o esforço de a aguentar, por isso, olhar para o passado, rouba-nos mais tempo e que no fim não nos serve para nada.
Quando me vens à memória, lembro-me sempre daquele abraço imenso, um abraço que me levou para fora deste mundo, enquanto assistia ao desenrolar da minha anterior existência. Lembro-me que senti muito medo.
Um medo enorme, quase infinito, como se desaparecesse nos teus braços e não voltasse.
Mas o teu olhar tranquilizou-me.
A tua voz era um bálsamo de doçura e magia e as tuas palavras, certas e serenas, faziam-me sentir que tudo estava certo e, por isso, quando passavas muito devagar as tuas mãos pela minha cara e ficavas a nadar nos meus olhos era como se me levasses para um lugar qualquer só nosso, cheio de verde e de azul, e se calhar era por isso que te dizia que confiava em ti, e, mesmo quando não vinhas, eu adormecia tranquila e serena, porque já te tinha cá dentro e pensava que podia estar assim para sempre.
Vivi alguns meses neste estado de plenitude a que uns chamam delírio absurdo e outros, amor total, esperando-te com paciência, desejando-te com contenção, esperando sempre o teu regresso, porque de repente tudo me parecia certo e perfeito.
Era certo e perfeito o teu olhar protector, o toque das tuas mãos, o teu peso em cima do meu corpo, a tua respiração regular quando dormias, as palavras que me dizias …
Hoje, depois da dúvida e da desilusão se terem instalado na minha consciência e me chamarem à razão todas as manhãs, fecho a porta a esse passado que já me alimentou e tento não pensar em mais nada para não pensar que me enganei, que me enganaste, que te enganaste ou que nos enganámos os dois.
A vida ensinou-me a aceitar em vez de querer, a esquecer em vez de julgar, a não guardar rancor e a dobrar a tristeza, sem nunca deixar de amar e proteger aqueles que já fizeram parte dela.
Um beijo
*Xana*

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Amor e Loucura

Contam que uma vez se reuniram num lugar na Terra todos os sentimentos e qualidades dos homens. Quando o Aborrecimento já tinha bocejado pela terceira vez, a Loucura, como sempre tão louca, lhe propôs:
- Vamos jogar às escondidas?
A Intriga levantou a sobrancelha intrigada e a Curiosidade, sem poder conter-se, perguntou:
- Às escondidas?! Como é isso?!
É um jogo, explicou a Loucura. No qual eu tapo a cara e começo a contar desde um até um milhão, enquanto vocês se escondem e, quando eu terminar de contar, o primeiro de vocês que eu encontre ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
O Entusiasmo bailou entusiasmado, secundado pela Euforia. A Alegria deu tantos saltos que conseguiu convencer a Dúvida e, inclusivamente, a Apatia, a tal que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar. A Verdade preferiu não esconder-se, para quê se afinal sempre a encontravam e a Soberba opinou que era o jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tinha sido dela), e a Cobardia preferiu arriscar.
- Um, dois, três... – começou a contar a Loucura.
A primeira a esconder-se foi a Preguiça, como sempre tão preguiçosa escondeu-se atrás da primeira pedra do caminho. A Fé subiu ao céu e a Inveja escondeu-se atrás da sombra do Triunfo, que com o seu próprio esforço conseguiu subir à copa da árvore mais alta. A Generosidade quase não conseguia esconder-se, cada sítio que encontrava parecia-lhe maravilhoso para alguém dos seus amigos. Que tal um largo cristalino? Ideal para a Beleza... que tal uma folha de uma árvore? Perfeito para a Timidez... que tal o voo de uma mariposa? O melhor para a Voluptuosidade... que tal uma brisa de Vento? Magnífico para a liberdade... assim, terminou por esconder-se num raio de sol. O Egoísmo pelo contrário, encontrou um sítio muito bom desde o princípio: arado, cómodo, mas só para ele. A Mentira escondeu-se no fundo dos oceanos (mentira, na realidade escondeu-se por trás do arco-íris), e a Paixão e o Desejo no centro dos vulcões... o esquecimento... esqueceu onde se escondeu.
Um milhão contou a Loucura e começou a procurar... a primeira que encontrou foi a Preguiça, só a três passos, por trás de uma pedra. Depois escutou a Fé, discutindo com Deus sobre Teologia, e a paixão e o Desejo sentiu-os vibrar nos vulcões. Num descuido encontrou a Inveja e claro, pode deduzir onde estava o Triunfo. O Egoísmo não teve que procurá-lo, ele saiu disparado do seu esconderijo, que tinha sido um ninho de vespas... De tanto caminhar sentiu sede, e ao aproximar-se do lago descobriu a Beleza, e com a Dúvida foi mais fácil ainda, pois encontrou-a sentada numa cerca sem decidir ainda onde esconder-se. Assim foi encontrando todos. O Talento, entre a erva fresca. A Angústia, numa cova obscura. A Mentira, por trás do arco-íris (mentira, estava no fundo do mar). Até o Esquecimento... que se esqueceu que estava a jogar às escondidas! Mas, só o Amor não aparecia em nenhum sítio. A Loucura procurou por trás de cada árvore, em cada cantinho do planeta, em cima das montanhas e, quando estava a dar-se por vencida, avistou um roseiral e pensou: o Amor, como sempre tão lindo, de certeza que se escondeu entre as rosas...
Pegou numa forquilha e começou a mexer nas ramas e logo se ouviu um grito. Os espinhos tinham ferido os olhos do Amor. A Loucura não sabia o que fazer para desculpar-se... chorou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser sua acompanhante. Desde então, desde aquela primeira vez se jogou na Terra às escondidas, o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha.
Um beijo
*Xana*

terça-feira, 9 de junho de 2009

Dava cabo do mundo só para te poder encontrar.

Não sou fada, nem coisa nenhuma parecida.
As minhas pistas acabam numa nota sem som, como se a estrada de luz que no outro dia me fazia percorrer de rajada todos os meus sonhos, também ela, desistiu de existir.
O pior é desistir da vida e do sonho ao mesmo tempo.
Suponho que os cinco segundos que o sol demora a desaparecer no ponto final do crepúsculo sejam suficientes para me fazerem desistir da vida e dos sonhos também.
Esta seria a grande dádiva que não me é permitida – fazer-te desaparecer dos meus sonhos, do meu peito, do meu corpo, da minha cabeça.
A morte é o único sítio onde já não se pode sonhar.
Mas tu não morreste, só uma parte de ti, que era precisamente aquela onde eu vivia.
Ora, como ninguém sabe de ti, nem de nós, não há mais caminhos a percorrer, pois todas as estradas desaguam num ponto de interrogação, de reticência, de exclamação, sei lá.
Claro que me lembro de ti inteiro.
Jurava que te tinha tocado na pele e na alma, mas se calhar não, se calhar – e cada vez me convenço mais –, se calhar toquei na tua personagem, naquela que tu criaste, e que tu provavelmente nem exististe para mim.
Mas a verdade é que se pudesse reconstituía o teu retrato.
Olhos, mãos, boca, sorriso.
Passei dias à tua procura.
Não posso dizer que tenha sido à tua espera, porque não se espera por ti, procura-se por ti – o que é um paradoxo para matar o tempo, mais dinâmico, mais corpóreo, mais aceso também.
E, de tanto procurar na ausência, aprendi que esta é uma história extenuante.
Uma história em que passamos todos a encontrar partes dispersas de nós, o que já não é mau. Cheguei a um ponto de desdobramento em que não estou contigo mas conto contigo, e talvez tenha agora entendido que estar é pouca coisa.
Ser é infinitamente mais.
Eu estou em ti.
E de tanto procurar, de tanto ensaiar o que te diria quando por fim te encontrasse, passei a viver de uma outra forma.
Contigo cá dentro.
Minto, com a tua personagem cá dentro.
E o que é a mentira senão a verdade de pernas para o ar?
Garanto-te, agora garanto eu, que, nesta clivagem poderosa, vive-se com a alma, vive-se com asas, de maneira a tocar a tua ilusão de amor-perfeito sempre que me apetecer.
Ainda não percebi porque será que tudo aquilo em que eu toco desaparece de repente.
Mas...
Se eu tivesse de dizer aqui e agora o quanto significas para mim, ficaríamos nisto uma eternidade.
Dá-me a mão e...
Deixa-te levar por mim,
Deixa-me dar-te o mundo assim,
Sei que pode resultar,
Deixa-me mostrar-te quem sou,
Deixa-te ir com o que te dou,
Só tu o podes alcançar...
Um beijo
*Xana*

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Uma história de amor...

Era uma vez uma ilha, onde morava o amor e outros sentimentos.
Um dia avisaram os moradores dessa ilha que ela ia ser inundada.
Apavorado, o AMOR, cuidou para que todos os sentimentos se salvassem.
Ele então falou:
"- Fujam todos, a ilha vai ser inundada."
Todos correram e pegaram nos seus barquinhos, para saírem da ilha o quanto antes.
Só o AMOR não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha.
Quando este já estava quase a afogar-se, correu para pedir ajuda.
Então passou a Riqueza e ele pediu:
"- RIQUEZA ajuda-me, leva-me contigo..."
" - Não posso, o meu barco está cheio de ouro e prata e tu não vais caber."
Passou então a Vaidade e ele pediu:
"- Oh! VAIDADE leva-me contigo..."
"- Não posso vais sujar o meu barco."
Logo atrás vinha a Tristeza.
"- TRISTEZA, posso ir contigo?"
"- Ah! AMOR, estou tão triste que prefiro ir sozinha."
Passou a ALEGRIA, mas estava tão alegre que nem ouviu o AMOR chamar por ela.
Já desesperado, achando que ia ficar só, o AMOR começou a chorar.
Então passou um barquinho onde estava um velhinho e ele então falou:
"- Sobe AMOR, que te levo."
O AMOR ficou radiante de felicidade que até esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando onde estavam os sentimentos, ele perguntou à Sabedoria:
"- SABEDORIA, quem era o velhinho que me trouxe aqui?"
Ela então respondeu:
"- O TEMPO! "
"- O Tempo?Mas porque é que só o tempo me ajudou?"
"- Porque só o Tempo é capaz de entender um grande AMOR." - respondeu ela.
Agora já entendem o porquê da expressão "Dá tempo ao tempo?".
Realmente, cada vez mais acredito que o tempo cura tudo...
Um beijo
*Xana*